Custos globais e novos movimentos do setor fotovoltaico: Análise da DMEGC Solar para 2026

A DMEGC Solar LATAM apresenta uma análise técnica sobre as transformações na cadeia produtiva global que impactarão o setor fotovoltaico em 2026. Com base nos dados verificados na Conferência Anual da Indústria em Xi’an, realizada entre 17 e 18 de dezembro de 2025, o mercado internacional observa um ponto de inflexão nos custos de matérias-primas essenciais, como a prata e o silício. Este movimento exige uma postura analítica por parte de distribuidores e integradores para garantir a viabilidade econômica de novos projetos no próximo ano.

Impacto dos insumos e a nova ordem de custos

Desde o segundo semestre de 2025, a valorização das matérias-primas reconfigurou a matriz de custos dos módulos. O preço futuro da prata ultrapassou $2.187 por quilograma, enquanto o silício policristalino atingiu a marca de $8,80 por quilograma. Esta alta resultou em uma inversão histórica: o custo da pasta de prata, agora em aproximadamente $2.110 por quilograma com impostos, tornou-se o item de maior peso na composição de materiais.

Pela primeira vez, o custo desse insumo em células de alta eficiência atingiu $0,0170 por watt, superando os $0,0169 por watt do wafer de silício. Além disso, o aumento do cobre elevou o custo das fitas de interconexão, que agora superam o valor dos filmes encapsulantes na lista de materiais. Este realinhamento global, impulsionado por fatores macroeconômicos e ciclos de juros ocidentais, elevou o custo acumulado de fabricação em mais de $0,0119 por watt.

Autorregulamentação e estabilidade de mercado

Para conter a instabilidade, as principais lideranças globais do setor discutiram em Xi’an a implementação de um preço de tabela para os módulos. O objetivo é estabelecer uma barreira contra a competição predatória, garantindo que o preço de saída das empresas Tier 1, atualmente em cerca de $0,096 por watt, não caia abaixo dos níveis de sustentabilidade financeira.

A proposta de autorregulamentação inclui o limite da produção nacional de polissilício e a possível redução de incentivos fiscais à exportação. Para o integrador e o distribuidor na América Latina, estas medidas representam uma transição para um mercado mais previsível e menos volátil, onde a qualidade técnica e a continuidade do fornecimento prevalecem sobre a guerra de preços agressiva.

Candice He, Head da DMEGC Solar LATAM, reforça o compromisso com a continuidade dos negócios ao afirmar que a prioridade da companhia é oferecer segurança aos parceiros regionais, garantindo que a reestruturação da cadeia fotovoltaica seja conduzida com transparência para assegurar a viabilidade financeira e a entrega tecnológica de cada projeto no continente.

Perspectivas tecnológicas e o futuro do setor

Embora o mercado explore diversas rotas tecnológicas para mitigar o consumo de prata, a DMEGC Solar mantém seu foco na otimização de sua cadeia de suprimentos fotovoltaica e no desenvolvimento de soluções de alta eficiência com uso racional de metais preciosos. Analistas indicam que o setor passará por uma consolidação rigorosa até 2028, período em que apenas os fabricantes com alta capacidade de pesquisa e desenvolvimento e gestão financeira sólida permanecerão competitivos.

Segundo a visão institucional da empresa, o compromisso atual reside em atravessar este ciclo de custos elevados preservando a integridade dos projetos de nossos parceiros. A estratégia da DMEGC Solar prioriza a segurança operacional e a manutenção de margens que permitam o investimento contínuo em inovação, assegurando que o mercado latino-americano receba tecnologias testadas e financeiramente viáveis para o longo prazo.

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